Posts Categorizados ‘Debian

20
Mar
09

I’m a basher

heckert_gnusmallEstava fazendo um script para a pesquisa esta semana. O propósito dele deveria ser rodar e escolher números aleatórios, para matarmos processos. Ao terminar o programa, que funcionava muito bem no Mac OS X, ficou parecendo o seguinte:

#!/bin/sh

contador=0
MAXIMO=15

while [ $contador -lt $MAXIMO ]
do
  echo $[ $[ $RANDOM % 30 ] + 10 ]
  contador=$[ $contador + 1 ]
done

Lindo. Imprimia uma lista de números aleatórios entre 10 e 39. Tudo o que eu queria.

O problema veio na hora de passar este pequeno script para o Ubuntu e rodar os testes necessários. Ao invés de funcionar perfeitamente, ele declarava erros incompreensíveis para mim. Informava que havia variáveis não encontradas, operações não entendidas, etc. Este é o momento em que você para e pensa: “WTF”?

Rodei novamente no Mac. Lindo. Digitei linha por linha no próprio shell do Ubuntu. Funcionou! Mas ao tentar copiar o resultado deste esforço para um documento .sh, ele se tornava em vão. Veio a dúvida: será que este shell do linux do laboratório está quebrado?

Fui verificar onde estava localizado. Após executar um file /bin/sh no Ubuntu, tive como resposta algo esclarecedor: Symbolic link to `dash‘. Lembrei de imediato que o Ubuntu não usa o Bash por questões de desempenho, e este Dash – Debian Almquist Shell possui diversas incompatibilidades com o Bash, já que utiliza um conjunto de funcionalidades mais restrito e original ao padrão POSIX.

Resultado: para corrigir o problema, alterei a linha de shebang para #!/bin/bash. Quanto às incompatibilidades, corrigirei-as depois. =)

04
Fev
09

VirtualBox – testando

Atualmente, para virtualização no MacBook, tenho usado uma ferramenta que acredito ainda ser pouco comum: o VirtualBox. Desenvolvido atualmente pela Sun(empresa mãe da linguagem Java, da arquitetura SPARC, e atual dona do MySQL), o VirtualBox é uma máquina virtual com propósito de competição com atuais grandes nomes da cena de virtualização, como VMWare e XEN. É a aposta da Sun nesse mercado que atualmente já é responsável por muitas e muitas vendas de servidores(o que já os beneficiava de algum modo).

VirtualBox

VirtualBox

Usei a ferramenta (sem parar muito para leitura de manuais, FAQs e wikis relacionados) por um bom motivo: ela é totalmente gratuita, e decidi apostar após ver alguns vídeos no própria página da empresa a respeito da empreitada. Até agora a utilização tem sido amigável. Já instalei 3 VMs: uma Fedora 10, outra Ubuntu 8.10 e uma Debian Etch. Mas vamos aos pequenos problemas.

O processo de instalação não me deu muita dor de cabeça. A primeira instalação foi do Fedora 10 (Live CD, versão x86). Enfatizo o muita por terem havido alguns problemas. O primeiro passo necessário é escolher as configurações da máquina em si, antes de decidir instalar qualquer coisa nela. Selecionei uma quantidade razoável de RAM (750MB), mas me esqueci de configurar a memória de vídeo. Assim, durante todo o processo de primeira instalação(utilizando modo gráfico), a tela ficava dividida em 3 seções: da metade pra baixo, somente linhas horizontais cinzas preenchiam a tela; a parte superior, por sua vez, mostrava 2 trechos do que seria a visão normal, mas meio embaralhados. Confuso, mas com um pouco de paciência a instalação correu normal. Durante a primeira execução do sistema, a interface ficou também dividida e embaralhada. Desliguei a máquina, reajustei a memória de vídeo para 100MB, e iniciou com normalidade desta vez. Até aí, tudo ok.

Acontece que precisei reinstalar a máquina virtual. Repeti o procedimento, mesmo bug na instalação, resultado diferente na inicialização, mesmo com a memória de vídeo considerável. Tentei algumas mudanças, sem sucesso. Por fim, ajustei a memória para 64MB, e funcionou normalmente. Se alguém souber como isso aconteceu, sinta-se livre para comentar!

Continuando, a instalação do Ubuntu 8.10 não me deu tantos problemas. Com memória de vídeo de 100MB, o sistema instalou e executou com perfeição. Único problema: ambas as máquinas permaneciam com desempenho pouco desejável, apesar da alocação de recursos generosa. Descobri que o VirtualBox possui um conjunto de adições ao sistema operacional virtualizado, que otimizam seu funcionamento em relação ao hospedeiro. Tentei instalá-lo, porém faltavam algumas bibliotecas requeridas, e precisaria atualizar meu sistema (kernel, gcc, etc) para instalá-las. Ficou o dilema: ou gastava um razoável quantidade de tempo baixando atualizações intermináveis, ou sofria com desempenho abaixo do esperado. O que fazer? A solução: Nada. Misteriosamente, após uns dias, liguei a máquina virtual após uma alteração nas regras de consumo de energia no Mac, e o desempenho da VM havia melhorado. Havia sido a configuração de energia a causa do problema? Pouco provavelmente. Durante o tempo seguinte, alterei-as novamente e o desempenho se manteve.

Por último, porém o melhor de todos, instalei o Debian Etch. Com 945MB de RAM e 64MB de vídeo, acredito ser a máquina que está com o melhor desempenho. Nunca tinha tido a experiência de instalar o Debian previamente, mas seguindo a instalação gráfica do sistema, usando o CD net-install, só tive um problema: a demora para baixar os programas que escolhi instalar. Não que seja culpa de ninguém. O tipo de cd de instalação segue exatamente este propósito, onde a imagem do CD é menor, portanto leva menos tempo para baixar, e você não precisa baixar nada que não utilizará. Antes mesmo de terminar de baixar os programas, consegui terminar o download da imagem do CD1(com xfce) de instalação completa. Poderia ter feito por ele, mas o net-install funcionou tão bem quanto. Gostei também da distribuição, e é provável que eu continue a usá-la com frequencia.

VirtualBox em execução

VirtualBox em execução


Outras características interessantes do VirtualBox, algumas que já testei, outras que posso vir a testar, são:

  1. Utilização direta de partições da máquina para armazenamento de dados (ex.: uma partição real para um servidor real. A transição para um servidor real poderia ser feita com a migração física de um HD, caso a partição seja um dispositivo à parte, portanto);
  2. Opção de arquivos de tamanho dinâmico para armazenamento da máquina (já utilizei com o Debian. Cria-se um arquivo com tamanho limite, no meu caso escolhi 5GB. À medida que os dados forem inseridos/criados na imagem, ela ganha tamanho, e não possuirá o tamanho total desde o início. É uma ótima maneira de poupar espaço em partições reais);
  3. Opção de instalação de drivers para otimização, como mencionado acima, os quais permitem melhor desempenho e utilização da máquina (full-screen real, com o sistema virtualizado ocupando a tela inteira da máquina, o que não vem diretamente com o programa);
  4. API para desenvolvimento do VirtualBox, com SDK distribuído gratuitamente pela Sun.

Quaisquer novidades interessantes quanto à utilização, como os itens acima, postarei aqui.




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  • Apresentação de SI adiada no último minuto. Puuuuutz, lá se foi minha noite de sono.... 1 day ago
  • alguém sabe whattahell está causando esse engarrafamento fdp na zona norte? rosa e silva até a torre estavam a passo de tartaruga... 1 day ago
  • @leoleitee percebi ;D 3 days ago
  • @leoleitee bixo, ta bom desse negócio de novo orkut. só twittar sobre isso fica chato. é o google wave, pelo menos? 1 week ago
  • @slackyguy rpz, eu nunca tinha pensado como "muito siso e pouco riso", fica muito boa a tradução assim. hehehe 1 week ago

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