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23
Ago
09

Jogando QuakeLive no Linux!

Recentemente saiu a notícia no BR-Linux: estava disponível para jogar Quake Live com a pequena instalação de um plugin no Firefox. Entro no site do quakelive e tento instalar no meu Firefox ou no Safari do Mac OS X. O resultado foi o mesmo, a tela abaixo.

Incompatibilidade de plugin

Incompatibilidade de plugin


Estranho e abro a máquina virtual no Virtual Box. Consigo me cadastrar sem a telinha impedindo (rodando a mesma versão de Firefox, porém no Ubuntu). Começo a baixar o plugin e o instalo, como mostram as telas abaixo.
Instalando o plugin

Instalando o plugin

Plugin instalado

Plugin instalado

Prossigo com o processo de instalação, ele demora um pouquinho baixando atualizações (ok, minha banda de conexão não é muito larga), mas finalmente consigo começar o jogo. Como estou jogando na VM, com recursos escassos para vídeo e conexão lenta, o jogo ficou bastante lento, porém mesmo assim dá pra sentir que o jogo está bom e é empolgante ter essa portabilidade para GNU/Linux através do Firefox. Resta agora conseguir isso para o Mac OS. =)

Carregando jogo

Carregando jogo

Tela de boas vindas

Tela de boas vindas


Começando a jogar

Começando a jogar

Jogando em tela inteira

Jogando em tela inteira

06
Ago
09

“Cannot connect to VM”

Uma coisa estranha aconteceu hoje, e por isto estou fazendo uma pausa na preguiça de escrever algo.

Eclipse IDE

Eclipse IDE

Durante um dia normal de pesquisa, em uma reunião onde tentávamos entender o código de um projeto open source, o Eclipse Ganymede que ele utilizava no Linux estava com um problema para executar o Debug. Toda vez que tentava executá-lo, aparecia um dialog informando:

“Cannot connect to VM”.

Estranhamos. Olhando nas configurações de JRE utilizadas, estava tudo ok, e o problema apresentava-se somente no Debug, e não na compilação/execução de programas. Apresentava também, na área “Problems”, um problema com um getthisbyname(). Estranhei. Não estaria resolvendo o nome de que, se ao testarmos só estava tentando rodar um “Hello World”? A única máquina que estaria tentando alcançar seria ela mesma: localhost. Resolvemos olhar o arquivo /etc/hosts (que guarda algumas pré-configurações de hosts em UNIX):

#127.0.0.1   localhost
127.0.0.1   xxx-notebook
#outras configurações de hosts

Para os desavisados, em arquivos de configuração UNIX é comumente utilizado o # como símbolo para comentário de linha. Logo, aparentemente devido ao fato de estar comentado, o Eclipse (ou a função getthisbyname() de Java) não conseguia resolver o nome localhost para 127.0.0.1. Removido o comentário, o Debug do Ganymede passou a funcionar perfeitamente.

Interessante, não?

14
Jun
09

VirtualBox – testando (2): instalando Windows e adicionais de convidado

VirtualBox

VirtualBox

Recentemente levei mais à frente o teste do VirtualBox. Decidi, para poder jogar jogos somente disponíveis para Window$, instalá-lo no VirtualBox. Mais como uma maneira de testar o desempenho dele, pois poderia ter instalado softwares como Wine, etc, e testado neles também.
Criada uma imagem de tamanho dinâmico, coloquei o CD do Windows XP e comecei a instalação normalmente. O VirtualBox fez seu papel direitinho, e funcionou exatamente como deveria funcionar em uma máquina comum.
Instalando windows

Instalando windows


Abro um espaço para deixar claro que a simulação não pode ser comparada com as outras (Debian, Ubuntu, Fedora). Como essa máquina seria pra testar jogos, configurei seus recursos para que fossem abundantes: 1512MB de RAM, 96MB de vídeo(o limite era 128), e 63GB de HD. Sem querer ser tendencioso e puxar a sardinha para o lado de um S.O. preferido – embora seja inerente à natureza humana fazê-lo -, mesmo com toda essa riqueza de recursos as distribuições Linux tiveram desempenho melhor, em minha opinião. Não houve medição nenhuma, essa afirmação é de caráter subjetivo, a partir somente de minha observação. Minha VM preferida ainda é um Debian instalado com XFCE =).
Começando os adicionais

Começando os adicionais


A instalação foi concluída com sucesso, e em seguida optei pela instalação dos Adicionais para Convidados. Fazem bastante diferença: sem instalá-los o sistema não reconhecia a placa de vídeo, não conseguia fazer Full Screen real, e antes precisava de algum esforço para o controle do mouse entre S.O. convidado e S.O. hospedeiro, o que não precisava mais. A captura era automática. Houve, entretanto, um pequeno aviso na instalação dos adicionais, se não me engano para dois dispositivos (mouse e algum outro).
Warning nos adicionais

Warning nos adicionais

Muito bem. Em seguida, comecei a instalação de um jogo no windows, o qual requeria aceleração gráfica e bom desempenho. Depois de umas tentativas de instalação (umas 2 delas com a instalação interrompida por uma falha na USB, pois eu estava instalando em um HD externo), consegui instalar, mas um erro me impedia de jogar, apesar de eu ter habilitado aceleração 3D. Infelizmente, percebi que não conseguiria jogar na máquina virtual, precisaria bi-particionar (o que pode vir em outro post).

Mas a experiência me permitiu perceber umas coisas: a tal integração dos S.O.’s hospedeiros e convidados, até a versão 2.2.2, não funciona tãããão bem. É possível acessar dispositivos? É – consegui acessar USB por ele, pelo menos, mas não tentei fazer funcionar a câmera ainda. Mas para dispositivos como placa aceleradora 3D, que precisa de um tempo minimizado de latência de processamento, o VirtualBox ainda não faz o serviço. Um ponto negativo para instalação de adicionais para distros GNU/Linux é a necessidade de atualização de componentes do sistema (se não me engano alguns módulos do kernel) e de fazer o download, para distribuições que não vem já com isso, de ferramentas de build. Para mim não foi incômodo pois já iria instalá-las, mas um usuário um pouco mais leigo pode reclamar e preferir não usar. Outra coisa, em instalações de Ubuntu e Windows com a integração, nenhuma conseguia desligar corretamente. Aparentemente a integração não funciona tão bem com o S.O. convidado, levando a toda tentativa de desligamento abortar o sistema, e não desligá-lo. Não encontrei problemas religando-os até agora, mas creio que possam haver aplicações que venham a ser prejudicadas. Todas as observações foram feitas em uma instalação do VirtualBox com o OS X como S.O. hospedeiro.

20
Mar
09

I’m a basher

heckert_gnusmallEstava fazendo um script para a pesquisa esta semana. O propósito dele deveria ser rodar e escolher números aleatórios, para matarmos processos. Ao terminar o programa, que funcionava muito bem no Mac OS X, ficou parecendo o seguinte:

#!/bin/sh

contador=0
MAXIMO=15

while [ $contador -lt $MAXIMO ]
do
  echo $[ $[ $RANDOM % 30 ] + 10 ]
  contador=$[ $contador + 1 ]
done

Lindo. Imprimia uma lista de números aleatórios entre 10 e 39. Tudo o que eu queria.

O problema veio na hora de passar este pequeno script para o Ubuntu e rodar os testes necessários. Ao invés de funcionar perfeitamente, ele declarava erros incompreensíveis para mim. Informava que havia variáveis não encontradas, operações não entendidas, etc. Este é o momento em que você para e pensa: “WTF”?

Rodei novamente no Mac. Lindo. Digitei linha por linha no próprio shell do Ubuntu. Funcionou! Mas ao tentar copiar o resultado deste esforço para um documento .sh, ele se tornava em vão. Veio a dúvida: será que este shell do linux do laboratório está quebrado?

Fui verificar onde estava localizado. Após executar um file /bin/sh no Ubuntu, tive como resposta algo esclarecedor: Symbolic link to `dash‘. Lembrei de imediato que o Ubuntu não usa o Bash por questões de desempenho, e este Dash – Debian Almquist Shell possui diversas incompatibilidades com o Bash, já que utiliza um conjunto de funcionalidades mais restrito e original ao padrão POSIX.

Resultado: para corrigir o problema, alterei a linha de shebang para #!/bin/bash. Quanto às incompatibilidades, corrigirei-as depois. =)




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